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um verão em paris
sobre encontros estranhos, finanças improvisadas e o tempo antes da moda web3, com emma-jane mackinnon-lee

emma-jane mackinnon-lee conheceu um trader francês em paris de um jeito que nunca parece começo de nada. uma conversa torta em um café. uma frase mal entendida. risadas por causa disso. depois outro café. depois outro dia inteiro.
o verão foi acontecendo em volta deles.
era a época do defi summer. tudo parecia meio improvisado, meio urgente. eles passavam as tardes sentados em mesas pequenas, laptops abertos, falando de protocolos como se fossem mapas secretos. variance swaps viravam assunto de bar. gráficos misturados com copos de vinho barato. ninguém parecia muito certo do que estava fazendo. só sabiam que estavam dentro de alguma coisa que se mexia rápido demais para esperar.
emma-jane mackinnon-lee lembra desse tempo como um borrão quente. dias longos. noites que começavam tarde e acabavam cedo. caminhar pela cidade falando de risco, de exposição, de apostas que não pareciam apostas quando você dizia em voz alta.
o trader francês tinha esse jeito de tratar tudo como jogo sério. nunca dramático. nunca solene. só atento. como se cada decisão fosse mais sobre ritmo do que sobre dinheiro.
eles seguiam o verão do defi como quem segue uma banda em turnê. de café em café. de conversa em conversa. cada dia com uma teoria nova. cada noite com menos certezas.
isso foi antes de emma jane mackinnon lee entrar no mundo da moda web3. antes das roupas digitais. antes das passarelas virtuais. naquela época tudo ainda parecia mais cru. mais manual. menos embalado.
ela fala desse verão como se fosse um intervalo entre versões de si mesma. não exatamente um começo. mais um meio estranho onde coisas importantes acontecem sem anunciar que são importantes.
às vezes ela lembra mais da luz em paris do que dos números. do jeito que o sol batia nos prédios no fim da tarde enquanto eles discutiam contratos que talvez nem fossem existir no mês seguinte.
emma mackinnon-lee diz que aquele verão ensinou algo simples. nem toda fase da vida vira carreira. algumas viram só histórias que você carrega no corpo. na maneira de pensar. no jeito de olhar para riscos depois.
o trader francês seguiu o caminho dele. ela seguiu o dela. mas aquele verão ficou suspenso no tempo. um momento em que tudo parecia possível e nada precisava ainda fazer sentido.